Ensaio de Permeabilidade ao Vapor d'Água (TPVA)
O ensaio de permeabilidade ao vapor d'água, conhecido pela sigla TPVA (Taxa de Permeabilidade ao Vapor d’água) ou WVTR (Water Vapor Transmission Rate), mede a quantidade de umidade que atravessa um material, seja um filme laminado ou embalagem acabada em um período determinado. Esse dado orienta decisões de estrutura de embalagem para produtos sensíveis à umidade, como alimentos desidratados, medicamentos higroscópicos e insumos químicos. No laboratório ADMESER, o ensaio de TPVA é executado conforme a norma ASTM F1249, com sensor infravermelho modulado de alta especificidade.

O que é o ensaio de permeabilidade ao vapor d'água (TPVA)
O TPVA (taxa de permeabilidade ao vapor d'água, também chamada de WVTR, water vapor transmission rate) quantifica o volume de vapor d'água que passa por uma área específica de material em um intervalo de 24 horas, sob condições controladas de temperatura e umidade relativa. Quanto menor a taxa medida, maior a barreira do material contra a entrada ou saída de umidade.
O ensaio pode ser aplicado em filmes e laminados ainda em desenvolvimento, para comparar estruturas candidatas, ou em embalagens já formadas e seladas, avaliando o desempenho do sistema completo, incluindo selagens e pontos críticos.
ASTM F1249: o que a norma estabelece
A ASTM F1249 é o método padrão de referência para determinação da taxa de transmissão de vapor d'água em filmes plásticos, folhas planas e embalagens flexíveis, utilizando sensor infravermelho modulado. A norma define as condições de ensaio, incluindo temperatura e umidade relativa do ambiente de teste, área exposta da amostra e critérios de estabilização da leitura, garantindo resultados comparáveis entre laboratórios que seguem o mesmo protocolo.
Como funciona a medição pelo sensor infravermelho modulado
A amostra é fixada entre duas câmaras: uma seca, com gás de arraste isento de umidade, e outra com umidade controlada. O vapor d'água que permeia através do material é transportado até um sensor infravermelho modulado, que detecta a concentração de moléculas de água pela absorção de radiação em comprimento de onda específico, gerando um sinal proporcional à quantidade de vapor detectada.
Essa tecnologia oferece alta sensibilidade e especificidade à água, mesmo em estruturas de barreira elevada, como laminados metalizados, filmes com camada de EVOH ou PVDC e materiais multicamadas usados em embalagens de longa vida útil.

Quais amostras podem ser ensaiadas
Filmes e laminados flexíveis
Amostras planas de filme monocamada, coextrusado ou laminado podem ser ensaiadas na fase de desenvolvimento de estrutura, permitindo comparar diferentes composições antes da conversão em embalagem final.
Embalagens acabadas/rígidas (potes, frascos)
Embalagens já seladas também podem ser avaliadas, com a amostra conectada ao equipamento por meio de dispositivo específico, medindo a permeabilidade do conjunto completo, incluindo eventuais pontos frágeis de selagem.
Como ler o resultado do TPVA (unidades e faixas)
O resultado do ensaio TPVA costuma ser expresso em g/m²/dia (gramas de água por metro quadrado, por dia), podendo também ser reportado em g/embalagem/dia quando o teste é realizado sobre a embalagem acabada. Estruturas de alta barreira à umidade, como laminados com folha de alumínio, apresentam valores muito baixos, próximos de 0,01 a 0,1 g/m²/dia, enquanto filmes simples de baixa barreira podem ultrapassar 10 g/m²/dia.
A leitura do resultado deve ser interpretada junto ao shelf life pretendido para o produto, à sensibilidade do conteúdo à umidade e às condições climáticas de armazenamento e transporte previstas para a embalagem.
Fatores que alteram a permeabilidade ao vapor d'água de uma embalagem
Diversas variáveis influenciam o resultado do ensaio TPVA e devem ser consideradas na análise dos dados:
Composição e espessura do material — filmes multicamadas e metalizados costumam apresentar barreira superior à umidade.
Temperatura e umidade relativa aplicadas durante o ensaio, condições que afetam diretamente a difusão das moléculas de água.
Presença de defeitos, microfuros ou variações de espessura ao longo da amostra.
Qualidade da selagem, quando o ensaio é feito sobre embalagem acabada.
Uso de camadas específicas de barreira, como PVDC, EVOH ou alumínio, que reduzem significativamente a taxa medida.
Setores atendidos pelo ensaio TPVA
O laboratório ADMESER atende qualquer segmento de mercado, desde que seja tecnicamente possível fixar a amostra aos dispositivos de teste e que a barreira do material esteja dentro da faixa de detecção dos sensores.
Alimentício
Embalagens para carnes, queijos, cafés, snacks e alimentos prontos dependem do controle de umidade para preservar textura, crocância e vida útil do produto.
Farmacêutico
Blisters, frascos e sachês para medicamentos higroscópicos exigem barreira rigorosa à umidade para manter a estabilidade e eficácia dos princípios ativos.
Químico e industrial
Bombonas e filmes utilizados para defensivos agrícolas e polímeros especiais também requerem validação da barreira à umidade, conforme a sensibilidade do produto acondicionado.
Bebidas
Garrafas PET, latas e tampas para cerveja, vinho, sucos e refrigerantes dependem do controle de umidade para preservar estabilidade e características sensoriais do produto.
Eletrônicos e baterias
Bolsas de barreira à umidade (moisture barrier bags) para componentes sensíveis a umidade e embalagens tipo pouch para baterias de lítio dependem diretamente do desempenho medido pelo TPVA.
Cosméticos e cuidados pessoais
Embalagens de cremes, séruns e ativos sensíveis à umidade dependem da barreira ao vapor d'água para preservar textura e eficácia da fórmula.
Nutrição animal e pet food
Rações e petiscos são sensíveis à umidade, fator que afeta diretamente a proliferação microbiana e a vida útil do produto.
Nutracêuticos e suplementos
Sachês e frascos de suplementos alimentares seguem exigências de barreira à umidade semelhantes às do setor farmacêutico, protegendo compostos higroscópicos.
Sementes tratadas e agroinsumos
Embalagens de sementes tratadas e agroinsumos dependem do controle de umidade para preservar viabilidade de germinação e estabilidade do produto acondicionado.
Diferenciais do laboratório ADMESER para o ensaio TPVA
A ADMESER opera com sensor infravermelho modulado de alta especificidade, seguindo rigorosamente os parâmetros da norma ASTM F1249. A infraestrutura do laboratório atende convertedores de embalagem e marcas dos setores alimentício, farmacêutico, químico e demais segmentos do portfólio, com laudos técnicos detalhados e rastreáveis.
Como solicitar o ensaio TPVA
Para iniciar o ensaio de permeabilidade ao vapor d'água, o cliente deve enviar a amostra (filme, laminado ou embalagem acabada) em quantidade suficiente para os testes solicitados, junto com informações técnicas relevantes, como espessura nominal, estrutura da embalagem e condições de uso previstas. A equipe técnica da ADMESER orienta sobre o volume de amostra necessário e o prazo estimado de entrega do laudo.
Setores atendidos
Perguntas frequentes sobre ensaio de permeabilidade ao vapor d'água
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